Notícias : Uma jovem de 18 anos que foi violada quando era criança, veste-se de bebé a fim de “recuperar a sua infância”

Uma jovem de 18 anos que foi violada quando era criança, veste-se de bebé a fim de “recuperar a sua infância”

Um modo de vida particular .

Publicado por Vamos lá Portugal em Notícias
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Uma jovem de 18 anos que foi violada quando era criança, veste-se de bebé a fim de “recuperar a sua infância”

Tori Hart usa fraldas todos os dias porque ela vive como se fosse um bebé, apesar de ter 18 anos. Ela bebe dum biberão, tem uma chupeta, veste-se com pijamas onesie, fala “bebé” e vê desenhos animados.

Trata-se de um jogo de regressão, muitas vezes associado a BDSM. Se existe uma distinção entre os fetichistas DL (Diaper Lovers ­– amantes de fraldas) e os que adoram ser infantilizados, chamados de AB (Adult Babies – bebés adultos), Tori é claramente os dois.

Tori Hart trabalha num restaurante de fast food. Mas quando não está a trabalhar, está a viver como um bebé. Ela diz que o faz porque foi violada quando era criança e que nunca tive uma oportunidade a sério de ter uma infância. Entrou em depressão muito jovem, teve crises de ansiedade e problemas alimentares. O seu jogo de regressão permite-lhe reclamar esses anos perdidos até certo ponto.

Tori não tem um namorado ou um “papá” para se ocupar dela, mas tem um “babysitter” que lhe vem mudar a fralda e castigá-la quando ela se porta mal (ou recompensá-la com idas ao cinema, por exemplo).

Dependendo do dia, Tori pode ter entre um a 10 anos, mas a idade que ela prefere ter é 3 anos. Veja como ela o explica:

“A ideia é submeter-se a alguém e dar-lhe o poder de estar responsável pelo nosso bem-estar. Se estou com um parceiro, pergunto-lhe coisas como: “Posso fazer isto?” ou “Posso vestir isto hoje?”. Falo com a minha “voz de bebé” e se for contrariada choro ou tenho uma crise de cólera. Também costumo gatinhar.” 

“De momento não tenho pai pelo que tenho que fazer tudo sozinha após o trabalho, normalmente. Visto-me no meu pijama onesie e fico a ver TV. Uso o meu biberão e como nuggets com formas de dinossauros e tiro fotos para o Instagram. Deito-me todos os dias na cama com uma chupeta e isso ajuda-me a não ter insónias. Um dia fiquei em casa dum amigo sem a minha chupeta, e não consegui adormecer.” 

“Ando de fraldo e faço lá as minhas necessidades, mas somente o xixi. Há quem faça mais mas isso não é para mim. Isto para mim é uma escapatória do mundo real e ajuda-me a relaxar.”

“Para alguns pode ser algo sexual, mas para mim não – é só uma forma de me expressar”.

“Dá-me uma forma de reviver a infância que me foi roubada”.

Tori acredita que este modo de vida a torna mais forte, confiante e feliz. Decidiu até abandonar a sua medicação.

Fica contente por poder contar com o apoio da sua família. 

“Uma vez, a minha mãe encontrou uma fralda, e tivemos uma longa conversa. Ela disse: “Ok, tu é que sabes, mas limpa o que sujares.” Eu tinha medo acerca do que as pessoas poderiam pensar disto, existem muitas ideias erróneas, uma delas é associada com pedofilia. As pessoas dizem que é estranho e nojento e que não faz sentido. Muitas pessoas julgam-me e assumem o pior. Apesar do estigma que de que somos pedófilos e pessoas estranhas, não o somos. Se nos conhecessem saberiam que somos pessoas simpáticas e normais. Se ainda assim não o conseguirem aceitar, tudo bem, mas eu quando não aceito uma opção de outra pessoa não lhe vou dizer “Não faças isto, é estranho”. Quero apenas viver a minha vida da forma que EU quero, não necessito nem mereço ódio por parte das pessoas”.

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Fonte: ayoyeglobal · Crédito foto: ayoyeglobal

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